quinta-feira, 18 de agosto de 2016 (16:11)

“é muito belo que vistamos roupas simples pra dormir”


sentada sobre a pedra fria da varanda procuro a lua no céu enquanto aqueço minhas mãos. percebo que há no céu uma conformação de nuvens muito similares à um yng yang que parecem desenhar o yang da mesma forma que o metal fez em outro momento do qual eu ainda me lembro nitidamente onde eu e o ciro notamos uma placa, há algumas horas enquanto estávamos chapados até os cotovelos, e vimos suas hastes de metal acabando no contorno de uma placa vazia, sem nada pra lhe completar, do mesmo modo que agora o yang nas nuvens se apresenta pra mim.
mesmo que já raie o dia e os pássaros cantem pra manhã, o símbolo no céu preenche a noite que ainda pulsa bravamente aqui.





digreção ao sonho

começou no meu olho direito, coçando de modo que grita com minhas mãos para que façam alguma coisa
quando consigo conter  meu ímpeto de coçar 
uma lagrima me desce pelo rosto

então eu me atrevi rumo à uma hipótese de conformidade universal, que pareci confirmar

depois, quando me atrevi tocar no assunto

eU Mesma me adverti 
"acho que é rude falar sobre isso"

e ficamos em cima disso




999

"digressão as pedras"
{ { entre tudo isso, a tua presença me desfocou os sentidos
 na nossa história, eu só estive em você. 

999


mesmo que já não me faltasse coisa alguma, meu olho esquerdo se transformou numa uva cheia e tão completa em si que gotejou feito o outro





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